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IMPRENSA
Mesmo com dificuldades, negócios prosperam
Coube a família Takano a atribuição de plantar pimenta-do-reino no terreno. “Era uma área de mata virgem que tivemos de desmatar para plantar. Eu, como, era ainda muito novo, ficava em casa enquanto meus pais, meus irmãos e minha cunhada iam para o trabalho pesado. A mim cabia fazer arroz, o alimento de todos. Quando dava meio-dia eu batia num sino avisando que era hora do almoço e eles vinham comer. O mesmo acontecia no jantar”. Acontecia ali, o primeiro contato de Hyroya com a arte de fazer e servir alimentos.
“Quando nasceu meu primeiro sobrinho eu passei a, além de fazer arroz, tomar conta do bebê. Mas as coisas não estavam sendo trabalhosas somente para mim. A pimenta-do-reino só dá depois de três anos, e precisávamos de dinheiro para comprar o arroz, nosso único alimento. Por isso meu pai começou a plantar culturas mais rápidas como a batata doce, jerimum, tomate, pepino, pimentão, berinjela e vários tipos de folhas. A terra também não ajudava e ele passou a criar porcos para fazer o adubo”.
Mesmo passando por muitas dificuldades e privações, os Takano jamais esmoreceram e ano após ano, viram seus negócios prosperarem. Em 1965, para burlar os atravessadores que adquiriam seus produtos agrícolas a preços baixos, Tatsuya comprou uma banca no mercado Adolpho Lisboa e começou a vendê-los diretamente ao consumidor. E ele não investia somente nos negócios. Três anos antes deixara os dois filhos mais novos, Hiroya e seu irmão mais velho, na casa de um amigo, na cidade, para que os garotos aprendessem e dominassem o português e depois passassem aos demais membros da família.
Fonte: Jornal do Comércio de 06 e 07 de Julho / 2008 – pág. B5
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