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HISTÓRIA DO SUZURAN
A família de Hiroya Takano mudou-se para o estado do Amazonas na década de 1960 e, antes de se dedicar à cozinha oriental, trabalhou nas plantações de pimenta-do-reino na região. Quando os pais dele abriram o Restaurante Suzuran na capital, a cozinha japonesa estava longe de ser popular. “Os clientes eram os integrantes da colônia japonesa, alguns amigos e funcionários japoneses que trabalhavam no Distrito Industrial”, lembra Takano, o comandante do restaurante eleito pelo júri da revista VEJA Manaus - O Melhor da Cidade, como o Melhor Oriental em 2006, 2007 e 2008. Hoje, mais de 70% dos clientes são brasileiros. Com quase trinta anos de experiência, Takano passou a entender, não só da administração da casa, mas também da cozinha. Se um shushiman falta, ele não hesita em ir para trás do balcão.
Com a mudança de endereço ocorrida no ano passado, o restaurante acrescentou o termo "shin" (novo, em japonês) ao nome, o mesmo que batiza uma orquídea típica do norte do Japão. Dessa região veio também Hiroya Takano, que chegou com os pais em Manaus no fim dos anos 50. Trabalhou ao lado deles em plantações de pimenta-do-reino e de verduras. Só depois de muito tempo no Brasil a família conseguiu realizar o sonho de abrir um restaurante, comandado por Takano há três décadas. Trajando um quimono branco impecável, o sushiman de 56 anos aparece sorridente atrás do balcão para preparar os 100 itens do cardápio oriental, eleito pelo júri de VEJA Manaus o melhor do gênero na cidade - prêmio concedido pela terceira vez consecutiva. Sua proposta é preparar receitas japonesas tradicionais, mas, vez ou outra, o chef cria pratos com produtos nativos da Amazônia, como o sushi vitória-régia (tucunaré frito acompanhado de folhas de alga e gengibre). O forte da casa, no entanto, são os combinados de sushi e sashimi servidos em enormes barcas de madeira. Trazidos de São Paulo uma vez por semana, os peixes mais requisitados pela clientela são salmão, atum, robalo, namorado e tainha. Há ainda os mais exóticos como os sushis de água-viva e de barbatana de tubarão. Takano aprendeu a técnica de cortes precisos enquanto era assistente em sua própria cozinha, observando os profissionais que ele mesmo contratava. Habilidoso, o chef hoje prepara pratos como o suzuran teishoku, combinação farta de tempurá, sashimis variados, anchova grelhada, legumes cozidos, tofu, vinagrete de manjubinha, missoshiro e arroz temperado. Entre os quentes, têm boa saída o cozido de legumes com frango e frutos do mar e o camarão na chapa. De sobremesa, agradam o sashimi de frutas da estação com sorvete de creme e a banana assada coberta com calda de gengibre e laranja. Essas delícias são degustadas em um salão de pé-direito alto, decoração clean e ambiente tranqüilo.
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